terça-feira, 15 de novembro de 2011

Nova República

A Nova República

Período da História Brasileira que vai de 1985 até aos dias atuais.

A Nova República é o período de nossa história onde o Brasil passou a ser verdadeiramente um país democrático.

Em 1985 Tancredo Neves foi eleito Presidente do Brasil pelo Colégio Eleitoral. A escolha de Tancredo Neves como Presidente deu um ponto final na Ditadura Militar.

Na véspera de tomar posse do governo, Tancredo Neves adoeceu, e dias depois, 21 de Abril de 1985, venho a falecer.

O Governo Sarney (1985-1990)

Com a morte de Tancredo Neves, o vice-presidente eleito, José Sarney, assumiu a presidência do Brasil. José Sarney governou o Brasil espelhado na imagem de Tancredo Neves. O ministério foi composto pelos mesmos ministros escolhidos por Tancredo.

O Governo Sarney deu inicio a Redemocratização do Brasil. Foi estabelecido eleições diretas para os cargos políticos. Também foi dado o direito de votar aos analfabetos e foi criada uma nova constituição.

A Constituição de 1988 é a mais democrática que o Brasil já teve.

No campo político o país respirava com a redemocratização mas, no campo econômico os problemas continuaram.

Buscando uma solução para a crise econômica, em Fevereiro de 1986 o Governo Sarney lançou um plano de estabilização econômica, o Plano Cruzado.

A nova moeda, o Cruzado, tinha o valor de mil cruzeiro, antiga moeda. Pelo Plano Cruzado ficou estabelecido o congelamento de preços e salários. Estas medidas econômicas não surtiram efeito pois a inflação voltou a subir.

Com o fracasso do Plano Cruzado, outros planos econômicos foram elaborados, foi o caso do Plano Blesser e Plano Verão que criou o Cruzado Novo.

O Governo Collor (1990-1993)

Nas eleições de 1989, com o caos econômico instalado no Brasil, a população optou por votar num candidato que não fosse o indicado pelo governo Sarney.

O povo elegeu como Presidente do Brasil Fernando Collor de Mello. Em sua campanha política Collor afirmava que buscaria melhorias na condição de vida do povo brasileiro, chamado por ele de pés-descalços e descamisados.

Logo ao assumir a presidência, Collor pois em pratica o Plano Brasil Novo, conhecido também como Plano Collor.

O Plano Collor em comparação aos planos tomados pelos governos anteriores foi o mais drástico. A moeda voltou a ser o cruzeiro que passou a ser circulado em menor quantidade. As contas bancárias e cadernetas de poupanças com saldo superior a 50 mil cruzeiros foram bloqueadas.

Inicialmente, as medidas econômicas tomadas no Governo Collor até surtiram efeito, mas no andamento do governo a inflação voltou a subir.

Para piorar a situação do Presidente Collor, sua imagem ficaria suja devido as denuncias de corrupção em seu governo.

Pedro Collor, irmão do Presidente Collor, denunciou um esquema de corrupção que tinha como principal figura Paulo César Farias, tesoureiro da campanha politica de Collor.

A descoberta do Esquema PC Farias atingiu em cheio a popularidade de Fernando Collor. Seus dias como presidente estavam contados.

Demonstrando o seu descontentamento com o Governo Collor, boa parte da população brasileira surpreendentemente saiu as ruas para protestar. Queriam eles a imediata renuncia de Collor.

Pressionados pelos Caras Pintadas, a Câmara dos Deputados instaurou uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Na CPI foram levantadas provas suficientes que comprovaram a participação de Collor no Esquema PC.

O Congresso Nacional teve que se reunir para discutir a aprovação do Impeachment de Fernando Collor de Melo. Em 29 de Dezembro de 1993 Fernando Collor optou por renunciar a presidência deixando o cargo para o seu vice, Itamar Franco.

O Governo Itamar Franco (1993-1994)

Com a renuncia de Fernando Collor, Itamar Franco teve que assumir a Presidência do Brasil.
No Governo Itamar Franco, foi encontrado uma solução para a crise econômia que assolava o Brasil.

Em Maio de 1993 Itamar Franco nomeou Fernando Henrique Cardoso como Ministro da Fazenda.

Fernando Henrique Cardoso a Frente de um grupo de economistas elaborou um bem sucedido plano econômico, o Plano Real. A nova moeda, o Real, tornou-se um sucesso.

Com a nova moeda a população teve um melhor poder aquisitivo e seus salários não estavam mais sendo corroídos pela inflação.

O Governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002)

Foi dado a Fernando Henrique Cardoso o credito pela eleboração do Plano Real. A população confiava nele e por isso ele sagrou-se como candidato vencedor nas eleições presidenciais de 1994.

Fernando Henrique tomou posse do Governo em 1 de Janeiro de 1995. Ao final de 1998 foi reeleito como presidente derrotando novamente Luís Inácio Lula da Silva.

Além de se engajar na missão manter a inflação baixa, o Governo FHC optou por privatizar as empresas estatais e abrir economia brasileira para o MERCOSUL afim de ampliar sua produção industrial.

A política econômica adotada no Governo Fernando Henrique Cardoso fez com que o Brasil recorresse ao FMI o que gerou a desvalorização do Real.



Fonte: http://historiatecabrasil.blogspot.com/2010/05/nova-republica-brasil.html

Ditadura Militar

Ditadura militar (1964-1985)

Breve história do regime militar

Renato Cancian*

As intervenções militares foram recorrentes na história da república brasileira. Antes de 1964, porém, nenhuma dessas interferências resultou num governo presidido por militares. Em março de 1964, contudo, os militares assumiram o poder por meio de um golpe e governaram o país nos 21 anos seguintes, instalando um regime ditatorial.

A ditadura restringiu o exercício da cidadania e reprimiu com violência todos os movimentos de oposição. No que se refere à economia, o governo colocou em prática um projeto desenvolvimentista que produziu resultados bastante contraditórios, tendo em vista que o país ingressou numa fase de industrialização e crescimento econômico acelerados, sem beneficiar, porém, a maioria da população, em particular a classe trabalhadora.

Antecedentes do golpe

Os militares golpistas destituíram do poder o presidente João Goulart, que havia assumido a presidência após a inesperada renúncia de Jânio Quadros, em 1961. Sua posse foi bastante conturbada e só foi aceita pelos militares e pelas elites conservadoras depois da imposição do regime parlamentarista. Essa fórmula política tinha como propósito limitar as prerrogativas presidenciais, subordinando o Poder Executivo ao Legislativo. Goulart, contudo, manobrou politicamente e conseguiu aprovar um plebiscito, cujo resultado restituiu o regime presidencialista.

O presidente, entretanto, continuou a não dispor de uma base de apoio parlamentar que fosse suficiente para aprovar seus projetos de reforma política e econômica. A saída encontrada por Goulart foi a de pressionar o Congresso Nacional por meio de constantes mobilizações populares, que geraram inúmeras manifestações públicas em todo o país.

Ao mesmo tempo, a situação da economia se deteriorou, provocando o acirramento dos conflitos de natureza classista. Todos esses fatores levaram, de forma conjunta, a uma enorme instabilidade institucional, que acabou por dificultar a governabilidade.

Nessa conjuntura, o governo tentou mobilizar setores das Forças Armadas, como forma de obter apoio político, mas isso colocou em risco a hierarquia entre os comandos militares e serviu como estímulo para o avanço dos militares golpistas.

Em 1964, a sociedade brasileira se polarizou. As classes médias, as elites agrárias e os industriais se voltaram contra o governo e abriram caminho para o movimento dos golpistas.

Os governos militares




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  • Governo Castello Branco (abril de 1964 a julho de 1967):






  • O marechal Humberto de Alencar Castello Branco esteve à frente do primeiro governo militar e deu início à promulgação dos Atos Institucionais. Entre as medidas mais importantes, destacam-se: suspensão dos direitos políticos dos cidadãos; cassação de mandatos parlamentares; eleições indiretas para governadores; dissolução de todos os partidos políticos e criação de duas novas agremiações políticas: a Aliança Renovadora Nacional (Arena), que reuniu os governistas, e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que reuniu as oposições consentidas.

    Em fins de 1966, o Congresso Nacional foi fechado, sendo imposta uma nova Constituição, que entrou em vigor em janeiro de 1967. Na economia, o governo revogou a Lei de Remessa de Lucros e a Lei de Estabilidade no Emprego, proibiu as greves e impôs severo controle dos salários. Castelo Branco planejava a transferir o governo aos civis no final de seu mandato, mas setores radicais do Exército impuseram a candidatura do marechal Costa e Silva.



  • Governo Costa e Silva (março de 1967 a agosto de 1969):






  • O marechal Arthur da Costa e Silva enfrentou a reorganização política dos setores oposicionistas, greves e a eclosão de movimentos sociais de protesto, entre eles o movimento estudantil universitário. Também neste período os grupos e organizações políticas de esquerda organizaram guerrilhas urbanas e passaram a enfrentar a ditadura, empunhando armas, realizando sequestros e atos terroristas. O governo, então, radicalizou as medidas repressivas, com a justificativa de enfrentar os movimentos de oposição.

    A promulgação do Ato Institucional nº 5 (AI-5), em dezembro de 1968, representou o fechamento completo do sistema político e a implantação da ditadura. O AI-5 restringiu drasticamente a cidadania, pois dotou o governo de prerrogativas legais que permitiram a ampliação da repressão policial-militar.

    Suprimidos os direitos políticos, na área econômica o novo presidente flexibilizou a maioria das medidas impopulares adotadas por seu antecessor. Costa e Silva não conseguiu terminar seu mandato devido a problemas de saúde. Afastado da presidência, os militares das três armas formaram uma junta governativa de emergência, composta pelos três ministros militares: almirante Augusto Rademaker, da Marinha; general Lira Tavares, do Exército; e brigadeiro Sousa e Melo, da Aeronáutica.

    Ao término do governo emergencial, que durou de agosto a outubro de 1969, o general Médici foi escolhido pela Junta Militar para assumir a presidência da República.



  • Governo Médici (novembro de 1969 a março de 1974):







  • O general Emílio Garrastazu Médici dispôs de um amplo aparato de repressão policial-militar e de inúmeras leis de exceção, sendo que a mais rigorosa era o AI-5. Por esse motivo, seu mandato presidencial ficou marcado como o mais repressivo do período da ditadura. Exílios, prisões, torturas e desaparecimentos de cidadãos fizeram parte do cotidiano de violência repressiva imposta à sociedade.

    Siglas como Dops (Departamento de Ordem Política e Social) e Doi-Codi (Destacamento de Operações e Informações-Centro de Operações de Defesa Interna) ficaram conhecidas pela brutal repressão policial-militar. Com a censura, todas as formas de manifestações artísticas e culturais sofreram restrições. No final do governo Médici, as organizações de luta armada foram dizimadas.

    Na área econômica, o governo colheu os frutos do chamado "milagre econômico", que representou a fase áurea de desenvolvimento do país, obtido por meio da captação de enormes recursos e de financiamentos externos. Todos esses recursos foram investidos em infra-estrutura: estradas, portos, hidrelétricas, rodovias e ferrovias expandiram-se e serviram como base de sustentação do vigoroso crescimento econômico. O PIB (Produto Interno Bruto) chegou a crescer 12% ao ano e milhões de empregos foram gerados.

    A curto e médio prazo, esse modelo de desenvolvimento beneficiou a economia, mas a longo prazo o país acumulou uma dívida externa cujo pagamento (somente dos juros) bloqueou a capacidade de investimento do Estado. A estabilidade política e econômica obtida no governo Médici permitiu que o próprio presidente escolhesse seu sucessor: o general Ernesto Geisel foi designado para ocupar a Presidência da República.



  • Governo Geisel (março de 1974 a março de 1979):






  • O governo do general Ernesto Geisel coincidiu com o fim do milagre econômico. O aumento vertiginoso dos preços do petróleo, principal fonte energética do país, a recessão da economia mundial e a escassez de investimentos estrangeiros interferiram negativamente na economia interna.

    Na área política, Geisel previu dificuldades crescentes e custos políticos altíssimos para a corporação militar e para o país, caso os militares permanecessem no poder indefinidamente. Ademais, o MDB conseguiu expressiva vitória nas eleições gerais de novembro de 1974, conquistando 59% dos votos para o Senado, 48% da Câmara dos Deputados e as prefeituras da maioria das grandes cidades. Por essa razão, o presidente iniciou o processo de distensão lenta e gradual em direção à abertura e à redemocratização.

    Não obstante, militares radicais (denominados pelos historiadores como a "linha dura"), que controlavam o sistema repressivo, ofereceram resistência à política de liberalização. A ação desses militares gerou graves crises institucionais e tentativas de deposição do presidente.

    Os casos mais notórios de tentativas de desestabilizar o governo ocorreram em São Paulo, quando morreram, sob tortura, o jornalista Vladimir Herzog e o operário Manoel Fiel Filho.

    O conflito interno nas Forças Armadas, decorrente de divergências com relação à condução do Estado brasileiro, esteve presente desde a tomada do poder pelos militares até o fim da ditadura.

    No entanto, Geisel conseguiu superar todas as tentativas de desestabilização do seu governo. O golpe final contra os militares radicais foi dado com a exoneração do ministro do Exército, general Sílvio Frota.

    Ao término do mandato de Geisel, a sociedade brasileira tinha sofrido muitas transformações. A repressão havia diminuído significativamente; as oposições políticas, o movimento estudantil e os movimentos sociais começaram a se reorganizar. Em 1978, o presidente revogou o AI-5 e restaurou o habeas corpus. Geisel conseguiu impor a candidatura do general João Batista Figueiredo para a sucessão presidencial.



  • Governo Figueiredo (março de 1979 a março de 1985):






  • João Baptista de Oliveira Figueiredo foi o último general presidente, encerrando o período da ditadura militar, que durou mais de duas décadas.

    Figueiredo acelerou o processo de liberalização política e o grande marco foi a aprovação da Lei de Anistia, que permitiu o retorno ao país de milhares de exilados políticos e concedeu perdão para aqueles que cometeram crimes políticos. A anistia foi mútua, ou seja, a lei também livrou da justiça os militares envolvidos em ações repressivas que provocaram torturas, mortes e o desaparecimento de cidadãos. O pluripartidarismo foi restabelecido. A Arena muda a sua denominação e passa a ser PDS; o MDB passa a ser PMDB. Surgem outros partidos, como o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Democrático Trabalhista (PDT).

    O governo também enfrentou a resistência de militares radicais, que não aceitavam o fim da ditadura. Essa resistência tomou a forma de atos terroristas. Cartas-bombas eram deixadas em bancas de jornal, editoras e entidades da sociedade civil (Igreja Católica, Ordem dos Advogados do Brasil, Associação Brasileira de Imprensa, entre outras). O caso mais grave e de maior repercussão ocorreu em abril de 1981, quando uma bomba explodiu durante um show no centro de convenções do Rio Centro. O governo, porém, não investigou devidamente o episódio.

    Na área econômica, a atuação do governo foi medíocre, os índices de inflação e a recessão aumentaram drasticamente.

    No último ano do governo Figueiredo surgiu o movimento das Diretas Já, que mobilizou toda a população em defesa de eleições diretas para a escolha do próximo presidente da República. O governo, porém, resistiu e conseguiu barrar a Lei Dante de Oliveira. Desse modo, o sucessor de Figueiredo foi escolhido indiretamente pelo Colégio Eleitoral, formado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. Em 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral escolheu o deputado Tancredo Neves como novo presidente da República. Tancredo derrotou o deputado Paulo Maluf. Tancredo Neves, no entanto, adoeceu e morreu. Em seu lugar, assumiu o vice-presidente, José Sarney.
    Fonte: http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/historia-regime-militar.jhtm

    terça-feira, 13 de setembro de 2011

    Exercícios sobre República Velha


    1) Recentemente as páginas de um jornal paulista foram ocupadas pela polêmica entre um renomado filósofo e um conhecido político do nordeste brasileiro.  Este último foi apontado por seu debatedor como sendo praticante de "coronelismo".
    A expressão "coronelismo", cunhada na década de 30, no Brasil, diz respeito a uma prática política que se define

    a) pela articulação de governadores dos estados mais poderosos com o objetivo de sustentar algum candidato ao poder executivo.
    b) pelo controle político regional exercido através de favorecimentos e constrangimentos pessoais.
    c) pelo comando de "lobbies" no Congresso Nacional com a finalidade de assegurar posições pessoais.
    d) pela aliança de proprietários de terras com setores politizados do Exército.
    e) pela utilização de canais de comunicação de massa com objetivos políticos.


    2) No Brasil, na denominada República Velha, as oligarquias se eternizavam no poder graças ao controle

    a) das filiações partidárias através do voto secreto.
    b) das eleições indiretas para os cargos majoritários.
    c) da política dos governadores e da máquina do coronelismo.
    d) do poder moderador que privilegiava o poder regional.
    e) do voto universal que permitia a participação popular.


    3) "O AVANTI!, jornal socialista que se publica em S. Paulo, comentando sobre a pouca concorrência que teve um comício contra os acidentes no trabalho, realizado pela União dos Sindicatos da mesma localidade, diz que se o proletariado não contribuiu para dar importância ao ato é porque está convencido da inutilidade dos meios de luta revolucionários. (...) Se o proletariado se compenetrou da inutilidade dos meios revolucionários, não alcançamos a compreender como, com o seu 'bom senso', não segue os socialistas parlamentares que há tanto tempo o convidam para guiá-lo 'pelo bom caminho justo e seguro que conduz ao triunfo'."

    (Notas de Polêmica. A VOZ  DO TRABALHADOR. Órgão da Confederação Operária Brasileira. Rio de Janeiro, 15 de agosto de 1908. Ano 1, n. 4, p. 1.)

    Esse texto é ilustrativo da oposição política entre

    a) Anarco-sindicalistas versus Socialistas Utópicos.
    b) Anarco-sindicalistas versus Socialistas.
    c) Anarquistas versus Comunistas.
    d) Mutualistas versus Socialistas.
    e) Socialistas versus Comunistas.


    4) Leia o texto.

    "Na Bruzundanga, como no Brasil, todos os representantes do povo, desde o vereador até o presidente da república, eram eleitos por sufrágio universal e, lá, como aqui, de há muito que os políticos tinham conseguido quase totalmente eliminar do aparelho eleitoral este elemento perturbador - 'o voto'. Julgavam os chefes e capatazes políticos que apurar os votos dos seus concidadãos era anarquizar a instituição e provocar um trabalho infernal na apuração porquanto cada qual votaria em um nome, visto que, em geral, os eleitores têm a tendência de votar em conhecidos ou amigos. Cada cabeça, cada sentença; e para obviar os inconvenientes de semelhante fato, os mesários de Bruzundanga lavravam as atas conforme entendiam e davam votações aos candidatos, conforme queriam. (...) Às vezes semelhantes eleitores votavam até com nome de mortos, cujos diplomas apresentavam aos mesários solenes e hieráticos que nem sacerdotes de antigas religiões".

    (BARRETO, Lima. OS BRUZUNDANGAS. Rio de Janeiro: Ediouro, s/d. p. 65-66)

    Todas as alternativas contêm afirmações que confirmam o comportamento eleitoral criticado na sátira de Lima Barreto, EXCETO:

    a) O domínio político dos coronéis rurais garantia a mecânica eleitoral fraudulenta operada através do voto de curral.
    b) O interesse das elites agrárias e a exclusão das demais classes sociais da política estavam garantidos nesse sistema político-eleitoral.
    c) O sistema eleitoral descrito como corrupto estava na base da política dos governadores, posta em prática pelas oligarquias na chamada República Velha.
    d) O sistema eleitoral fraudulento foi consolidado, no fim dos anos 20, através da ação decisiva da Aliança Liberal.
    e) O voto de cabresto era uma forma de manipulação do eleitorado seja através da compra de voto seja através da troca do voto por favores.


    5) Leia o texto.

    "Quando veio a revolução de 24, disparavam os canhões nas travessas da Rua da Moóca. Lembro que todos os vizinhos rodeavam o Tenente Cabanas, que era muito destemido, levavam comida para os soldados, ou iam levar seu abraço. Nós víamos os petardos atravessarem as ruas; nas Igrejas do Cambuci os soldados do governo acamparam e disparavam. (...) Os aviadores do governo tinham ordem de jogar bombas no Brás; dizia que a italianada estava a favor da revolução."

    (Lembranças do Sr. Ariosto, In: BOSI, Ecléa. MEMÓRIA E SOCIEDADE: LEMBRANÇA DE VELHOS. São Paulo: T. A. Queiróz, 1979. p. 144.)

    As lembranças relatadas no texto referem-se à

    a) Insurreição Armada dos Aliancistas contra Júlio Prestes.
    b) Rebelião tenentista chefiada por Miguel Costa e Isidoro.
    c) Revolta dos "18 do Forte" de Copacabana.
    d) Revolução Constitucionalista de São Paulo.
    e) Revolução Federalista do Rio Grande do Sul.


    6) Durante os anos 20, a República Brasileira foi marcada por uma grande crise.
    Todas as alternativas apresentam evidências dessa crise, EXCETO:

    a) A Campanha Civilista de Rui Barbosa pela presidência da República.
    b) A eclosão das revoltas tenentistas pela moralização do Estado.
    c) A erupção de inúmeras greves e movimentos sociais dos trabalhadores urbanos.
    d) A ocorrência de atos de banditismo social como o cangaço.
    e) A decretação do estado de sítio no governo Artur Bernardes.


    7) O modelo exportador, concentrador de riquezas e dependente, transformava o Estado Brasileiro em instrumento poderoso a serviço das velhas e das novas elites dirigente. Assinale a alternativa que apresenta enunciado correto sobre a Velha República:

    a) O operariado não se organizava, devido à receptividade nula sobre o socialismo e o anarquismo.
    b) Definição da política de proteção às terras dos índios.
    c) A Constituição de 1891 não estabelecia restrição à participação política da população nas eleições.
    d) Surgimento do Movimento Tenentista, desencadeando a luta pela derrubada da oligarquia dos coronéis-fazendeiros.
    e) A entrada de empréstimos externos não contribuiu para a instalação de novas indústrias no início do Século XIX.


    8) Ao negar apoio à Aliança Liberal, Luís Carlos Prestes manifestava-se a respeito do movimento contestatório, nos seguintes termos:

    "Mais uma vez os verdadeiros interesses populares foram sacrificados e vilmente mistificado todo um povo por uma campanha aparentemente democrática, mas que no fundo não era mais que uma luta entre os interesses contrários de duas correntes oligárquicas."

    Prestes referia-se ao movimento que ficou conhecido como:

    a) Revolução de 1964.
    b) Revoltas Tenentistas.
    c) Revolução de 1930.
    d) lntentona Comunista.
    e) Ação lntegralista.


    9) "Preocupado em derrubar as velhas oligarquias..., acabou utilizando os velhos costumes políticos de corrupção e coação, anteriormente criticados através de um novo elemento: as tropas federais ( ... ). Substituindo uma oligarquia por outra, mantinha a desigualdade social, agora com novos beneficiados."

    (Antônio Mendes Jr. e Ricardo Maranhão, BRASIL HISTÓRIA-REPÚBLICA, vol. III)
                   
    O texto relata um momento histórico do governo Hermes da Fonseca que se denominou:

    a) Política do Café com Leite.
    b) Política das Salvações.
    c) "Funding-Loan".
    d) Política Desenvolvimentista.
    e) Socialização dos Prejuízos.


    10) A frase "façamos a revolução antes que o povo a faça", atribuída a Antônio Carlos, Presidente do Estado de Minas Gerais em 1930, revela alguns elementos a respeito do movimento que levou Getúlio Vargas ao poder e que ficou conhecido como "revolução de 30". Sobre este movimento, é correto afirmar que:

    a) foi liderado pelas oligarquias cafeeiras paulistas, descontentes com as diretrizes do governo de Washington Luís
    b) representou a vitória de uma burguesia urbano-industrial sobre as oligarquias agro-exportadoras, com reflexos imediatos nas estruturas sociais brasileiras
    c) o movimento foi desencadeado, após a vitória de Getúlio Vargas nas eleições de 1930, pelas oligarquias descontentes com o resultado eleitoral
    d) a tomada do poder foi efetuada em nome da moralidade eleitoral e administrativa, que era o lema da campanha do tenentismo durante toda a década de 20

    Exercícios sobre Guerra Fria

    1) A reconstrução econômica do Japão, acelerada após 1950, é explicada principalmente:

    a) pelos progressos da agricultura, dirigida prioritariamente para a produção de matérias primas.
    b) pela maciça aplicação de capitais na produção e pela mão-de-obra numerosa e barata.
    c) pela facilidade de comércio com os países asiáticos graças à construção de numerosa frota.
    d) pela abundância de riquezas minerais.
    e) pela existência de mercado consumidor interno.


    2) Marque a opção que apresenta um acontecimento relacionado com as origens da Guerra Fria:

    a) Construção do Muro de Berlim (1961).
    b) Intervenção militar norte-americana no Conflito do Vietnã (1962).
    c) Criação da Organização do Tratado do Atlântico Norte, OTAN (1949).
    d) Eclosão da crise dos mísseis em Cuba (1962).
    e) Invasão da Baía dos Porcos (1961).


    3) Em agosto de 1961, na "Conferência Econômica e Social de Punta Del Este", o presidente John Kennedy apresentou aos países latino-americanos o projeto da "Aliança para o Progresso", o qual previa, em linhas gerais, o aperfeiçoamento e fortalecimento das instituições democráticas, mediante a autodeterminação dos povos, a aceleração do desenvolvimento econômico e social dos países latino-americanos, a erradicação do analfabetismo e a garantia aos trabalhadores de uma justa remuneração e adequadas condições de trabalho.  Situando a "Aliança para o Progresso" no contexto das relações internacionais vigentes no Pós-Guerra, constatamos que sua criação se deveu ao desejo do governo norte-americano de

    a) bloquear a acentuada evasão de capitais latino-americanos, resultante da importação maciça de bens de consumo japoneses e das altas taxas de juros pagas aos países integrantes do "Pacto de Varsóvia" por conta dos empréstimos contraídos na década de 50.
    b) conter o avanço dos movimentos revolucionários na América Latina, reafirmando assim a liderança exercida pelos EUA sobre o Continente, numa conjuntura de acirramento da Guerra Fria por conta da Revolução Cubana.
    c) desviar, para a América Latina, parte dos investimentos previstos no "Plano Global de Descolonização Afro-Asiática", em virtude das revoluções socialistas de Angola e Moçambique, que tornaram a posição norte-americana na África insustentável.
    d) impedir que a República Federal Alemã, país de orientação socialista, firmasse acordos com a finalidade de transplantar tecnologia nuclear para o Terceiro Mundo, a exemplo do que havia ocorrido no Brasil sob o governo JK.
    e) reabilitar os acordos diplomáticos entre os EUA e os demais países latino-americanos, que haviam sido rompidos quando da invasão de Honduras e do Equador pelas tropas norte-americanas, fortalecendo assim a OEA.


    4) "Circo russo na cidade: não alimentem os animais."
                    (graffiti nos muros de Praga em 1968)

    "Os conselhos eram: ignorem os soviéticos, tratem-nos como coisas, beijem e namorem sob seus narizes. Vivam. Mas façam em torno deles barragens invisíveis."
                    (Godfelder, Sonia.  A PRIMAVERA DE PRAGA. S. Paulo, Brasiliense, 1981.)

    A indisposição dos tchecos, em relação aos soviéticos na circunstância indicada pelas citações anteriores, era devida:

    a) à grande presença, em território nacional, de dissidentes soviéticos asilados pelo Estado, os quais gozavam de privilégios não desfrutados pelos cidadãos tchecos.
    b) à interrupção, por parte da URSS, do fornecimento de gêneros alimentícios e material bélico, para que a Tchecoslováquia mantivesse sua superioridade frente aos poloneses.
    c) à histórica discriminação dirigida pelos tchecos aos povos eslavos e que foi reativada com a atuação da Igreja Ortodoxa Russa.
    d) à intervenção militar praticada pelo governo soviético na Tchecoslováquia, como resposta a uma tentativa da sociedade tcheca de ampliar as liberdades individuais no interior de um regime comunista.
    e) à iniciativa tcheca de romper com o regime comunista e negar a influência da URSS, optando pela aliança com o governo americano e pela reorientação da economia, no sentido de sua estatização.


    5) As mudanças no panorama internacional representadas pela vitória socialista de Mao-Tsé-tung na China, pela eclosão da Guerra da Coréia e pelas crescentes dificuldades no relacionamento com a URSS, repercutiram na forma de tratamento dispensada pelos Estados Unidos ao Japão.  Este, de "inimigo vencido", passou a

    a) atuar como o mais forte aliado da URSS naquela região.
    b) ser a principal base de operações norte-americanas na Ásia.
    c) competir com as forças econômicas alemãs e inglesas.
    d) buscar o seu nível econômico de antes da Primeira Guerra Mundial.
    e) menosprezar o "consenso" - política de participação de pessoal, que visa à integração do trabalhador no esquema da empresa capitalista.


    6) Usa-se o nome Guerra Fria para designar

    a) a tensão militar existente entre Inglaterra e Alemanha, no final do século XIX, motivada pela disputa, entre os dois Estados Nacionais, pelo controle do comércio no Mar do Norte.
    b) o problema diplomático surgido entre França e Portugal, no início do século XIX, que provocou a vinda da família real portuguesa para o Brasil e a posterior transformação da colônia em Reino Unido.
    c) a invasão francesa na Rússia, no início do século XIX, com a decorrente derrota dos invasores e o fim do período napoleônico.
    d) o conjunto de tensões entre Estados Unidos e União Soviética, resultante da disputa, entre ambas, por uma posição hegemônica no contexto internacional do pós Segunda Guerra Mundial.
    e) a disputa entre Rússia e Japão, no período imediatamente anterior à Primeira Guerra Mundial, por territórios no extremo oriente da Ásia e pelo controle do comércio marítimo no Pacífico.

    7) O Acordo de Paris, que marcou o início do fim da Guerra do Vietnã, negociado por Henry Kissinger e Le Duc Tho, estabelecia, além do cessar fogo imediato:

    a) a criação de uma área neutra entre o Vietnã do Sul e o do Norte, onde seriam iniciadas as trocas de prisioneiros.
    b) a retirada das tropas americanas, a libertação dos prisioneiros de guerra e eleições livres no Vietnã do Sul.
    c) a entrega do governo do Vietnã do Sul aos vietcongs, a libertação dos prisioneiros de guerra e a retirada das tropas americanas.
    d) a manutenção da divisão entre o Vietnã do Sul e do Norte com o estabelecimento da administração soviética no Norte.
    e) a retirada das tropas americanas, a fixação de um calendário de democratização para o Vietnã do Norte e a eleição da China como árbitro da região.


    8) A partir de 1948, evidenciou-se a divisão do mundo em dois blocos antagônicos - o Bloco Ocidental, liderados pelos Estados Unidos, e o Bloco Oriental, sob a influência da União Soviética. Fazem parte desse processo a:

    I - criação do COMECON (1948), em relação ao plano Marshall (1947);
    II - assinatura do pacto de Varsóvia (1955), em oposição ao seu equivalente ocidental - a OTAN (1949);
    III - a eclosão de grandes conflitos internacionais (Coréia, Vietnã, Oriente Médio), que levaram ao afastamento do bloco comunista da ONU;
    IV - a tentativa de desarmamento mundial, através dos Acordos de Camp David, entre os Estados Unidos e a República Popular da China.

    Assinale se estão corretas apenas:
    a) I e II
    b) II e III
    c) III e IV
    d) I e IV
    e) II e IV

    9) A Indochina, após a rendição japonesa, em 1945, resistiu ao retorno do seus antigos senhores - os franceses. Daí uma sucessão de conflitos e negociações, tais como:

    I - a derrota dos franceses em Dien Bien Phu, (1954), que afastou definitivamente a hipótese de se manter o domínio francês nessa região;
    II - a divisão provisória do Vietnã em duas partes, uma comunista (Norte), e a outra capitalista (Sul), pelos Acordos de Genebra (1956);
    III - o progressivo desenvolvimento dos Estados Unidos no conflito para conter o Vietcong e evitar a queda de toda a Indochina em poder dos comunistas;
    IV - o triunfo militar norte-americano sobre os guerrilheiros comunistas, prejudicado pelas manobras diplomáticas que entregaram aos comunistas o Vietnã do Sul.

    Assinale se estão corretas apenas:

    a) I e II
    b) II e III
    c) III e IV
    d) I, II e III
    e) I, III e IV


    10) A URSS transformou-se, após 1945, numa das potências mundiais, tanto no campo econômico como técnico. Um dos melhores exemplos dessa transformação é o:

    a) desenvolvimento da política espacial, representada pela 1 viagem em torno da Terra por Gagarin.
    b) desenvolvimento da indústria cinematográfica e das teorias em torno da fusão nuclear.
    c) desenvolvimento da indústria automobilística e o incremento do sistema industrial privado.
    d) crescimento do mercado interno, com o desenvolvimento de novas técnicas de cultivo agrícola e aumento de salários.
    e) crescimento da produção agrícola em função do fim da intervenção do Estado no setor e de técnicas administrativas americanas.


    11) Ao final da Segunda Guerra Mundial, a ruptura do acordo que unira os aliados vitoriosos gerou um ordenamento político internacional baseado na bipolaridade. Nesse contexto, crises políticas e tensões sociais desencadearam um processo de construção do socialismo em diversos países. Assinale a opção que apresenta uma afirmativa correta sobre a construção do socialismo no mundo do pós-guerra:

    a) Na Iugoslávia (1944-45), o regime comunista implantado pelo Marechal Tito submeteu-se à hegemonia política e econômica soviética, o que acarretou sua expulsão do movimento dos países não alinhados.
    b) Na Tchecoslováquia (1946), o socialismo reformista, baseado na descentralização e liberalização do sistema frente ao modelo stalinista, retomado na política de Brejnev, foi interrompido pela repressão russa, encerrando a "Primavera de Praga".
    c) Na China (1949), a revolução comunista derrubou o regime imperial e expulsou os invasores japoneses da Manchúria, reunindo os nacionalistas, os "senhores da guerra" e os comunistas maoístas em um governo de coalizão que instituiu uma república popular no país.
    d) Na Coréia (1950-53), a intervenção militar norte-americana impediu o avanço das forças revolucionárias comunistas que ocupavam o norte do país, reunificando as duas Coréias sob a tutela do Conselho de Segurança da ONU.
    e) Em Cuba (1959), a vitória dos revolucionários castristas foi favorecida pela promulgação da Emenda Platt no Senado americano, que regularizou o envio de armamentos aos guerrilheiros contrários à ditadura de Fulgêncio Batista.


    12) Sobre a geopolítica na conjuntura imediatamente pós Segunda Guerra, pode-se afirmar que

    a) as áreas que não se envolveram, diretamente, no conflito conseguiram alcançar um amplo desenvolvimento econômico baseado em uma política de exportação.
    b) as diversas formas de dominação colonial e de exploração que caracterizavam, historicamente, as relações entre o centro e a periferia foram mantidas.
    c) os países aliados estabeleceram uma política de arrasamento dos países vencidos inviabilizando o crescimento mundial durante décadas.
    d) os países vencidos se agruparam formando o bloco dos não-alinhados viabilizando, assim, sua recuperação uma vez que não foram levados em consideração pelos vencedores.


    13) "A bipolarização do mundo, após a Segunda Guerra Mundial, apesar de ter se constituído na principal referência para as relações internacionais, não chegou a garantir um verdadeiro equilíbrio mundial. Nesse contexto consolidou-se a hegemonia internacional norte-americana".  A esse respeito pode-se afirmar que na presidência de

    a) Truman (1945 - 52), encerrou-se a política macarthista, o que possibilitou o fim da Guerra da Coréia e sua conseqüente unificação sob um protetorado norte-americano.
    b) Eisenhower (1952 - 60), completou-se o sistema de segurança norte-americano, com a formação de diversos pactos militares contra os comunistas.
    c) Kennedy (1960 - 63), desenvolvendo a "Aliança para o Progresso" encerrou-se a política de confronto com o mundo comunista, permitindo a retirada americana do conflito vietnamita.
    d) Johnson (1963 - 68), a discussão da Doutrina Monroe consolidou-se as alianças políticas com os movimentos nacionalistas e o fim das intervenções militares na América Latina.
    e) Nixon (1968 - 1974), a aproximação com os países comunistas foi dificultada pela negação da União Soviética em assinar o Tratado de Limitação de Armas Estratégicas, Salt-1.


    14) Entre meados da década de 1950 e meados dos anos 1970, os Estados Unidos e a União Soviética realizaram uma política de aproximação chamada "Détente". Sobre esse momento das relações entre as duas superpotências, é correto afirmar:

    a) Americanos e soviéticos assinaram tratados para controle dos arsenais nucleares e ampliaram os contatos diplomáticos como caminho para resolver as situações de conflito entre os dois países.
    b) A aproximação entre os Estados Unidos e a União Soviética diminuiu o investimento em armas e tecnologia, do que resultaram diversas crises na indústria militar de ambos os países.
    c) A política de "Coexistência Pacífica" fracassou, aprofundando a instabilidade nas relações políticas internacionais.
    d) A "Coexistência Pacífica" pôs fim à Guerra Fria e significou um novo período nas relações entre os dois países, caracterizado pela competição econômica e não pelo conflito militar.
    e) O relaxameno das tensões políticas entre americanos e soviéticos possibilitou a ascensão de outras potências - tais como China, Japão e Alemanha - o que provocou, a partir dos anos 1970 a desagregação da ordem internacional bipolar.


    15) Se a Terceira Guerra Mundial foi entre o capitalismo e o socialismo (liderados pelos Estados Unidos e pela URSS, respectivamente), com cenários alternados e diferentes graus de intensidade, a Quarta Guerra Mundial se realiza agora entre os grandes centros financeiros, com cenários totais e com uma intensidade aguda e constante.
    Desde o fim da Segunda Guerra Mundial até 1992, foram travadas 149 guerras em todo o mundo. O resultado, 23 milhões de mortos, não deixa dúvidas sobre a intensidade desta Terceira Guerra Mundial (dados da Unicef).

    (Subcomandante Marcos e Exército Zapatista de Libertação Nacional. "A Quarta Guerra Mundial já começou"  (1997). In: A REVOLUÇÃO INVENCÍVEL. Cartas e comunicados. S. Paulo: Bontempo, 1998, p.202.)

    O Subcomandante  Marcos fala numa "Terceira Guerra Mundial" e numa "Quarta Guerra Mundial". Seguindo a rápida caracterização, feita pelo fragmento de texto, de cada uma dessas duas guerras, podem-se associar, como exemplos ou personagens, respectivamente, da "Terceira" e da "Quarta".

    a) Guerra dos Cem Anos e Mercosul.
    b) Nafta e Crise econômica asiática.
    c) Crise dos mísseis em Cuba e Revolução Mexicana.
    d) Guerra do Golfo e Guerra dos Sete Dias.
    e) Guerra do Vietnã e Comunidade Econômica Européia.










    GABARITO: 1B, 2C, 3B, 4D, 5B, 6D, 7B, 8A, 9D, 10A, 11B, 12B, 13B, 14A, 15E

    Exercícios sobre Segunda Guerra Mundial


    1) O fato concreto que desencadeou a Segunda Guerra Mundial foi:

    a) a saída dos invasores alemães do território dos Sudetos na Tchecoslováquia.
    b) a tomada do "corredor polonês" que desembocava na cidade livre de Dantzig (atual Gdansk) pelos italianos.
    c) a invasão da Polônia por tropas nazistas e a ação da Inglaterra e da França em socorro dos seus aliados, declarando guerra ao Terceiro Reich.
    d) a efetivação de "Anschluss", que desmembrava a Áustria da Alemanha.
    e) a invasão da Petrônia por tropas alemãs, quebrando o Pacto Germânico-Soviético.

    2) "Esta guerra, de fato, é uma continuação da anterior."

                    (Winston Churchill, em discurso feito no Parlamento em 21 de agosto de 1941).

    A afirmativa acima confirma a continuidade latente de problemas não solucionados na Primeira Guerra Mundial que contribuíram para alimentar os antagonismos e levaram à eclosão da Segunda Guerra Mundial.  Entre esses problemas identificamos:

    a) crescente nacionalismo econômico, aumento da disputa por mercados consumidores e por áreas de investimentos.
    b) desenvolvimento do imperialismo chinês na Ásia, com abertura para o Ocidente.
    c) os antagonismos austro-ingleses que giraram em torno da questão Alsácia-Lorena.
    d) oposição ideológica que fragilizou os vínculos entre os países, enfraquecendo todo tipo de nacionalismo.
    e) a divisão da Alemanha que levou a uma política agressiva de expansão marítima.

    3) "É lógico que os EUA devem fazer o que lhes for possível para ajudar a promover o retorno ao poder econômico normal do mundo, sem o que não pode haver estabilidade política nem garantia de Paz."
                                              (Plano Marshall - 5.VI.1947)

    O Plano Marshall se constituiu

    a) na principal meta da política externa norte-americana, que era pacificar o Extremo Oriente.
    b) num projeto de ajuda industrial aos países da América Latina.
    c) num importante instrumento de expansão do comunismo na Europa.
    d) na definição da política externa isolacionista dos EUA, paralela à montagem do complexo industrial militar.
    e) num dos meios de penetração dos capitais norte-americanos nas economias européias.

    4) No período de 1948 a 1952, mudanças na conjuntura internacional obrigaram os EUA a alterar sua política em relação ao Japão. Essa alteração ocasionou o fim da intervenção americana no país.
    Assinale a alternativa que apresenta fatores que motivaram a alteração da política americana em relação ao Japão.

    a) A ascensão de Nikita Kruchev na URSS e a invasão da Hungria.
    b) O advento da Guerra Fria e a Revolução Chinesa.
    c) O macarthismo e a criação do Kominform.
    d) O surgimento da Cortina de Ferro e o conflito Tito-Stalin.
    e) Os conflitos da Coréia e do Vietnã.

    5) Sobre fatos antecedentes à Segunda Guerra Mundial, assinale a alternativa incorreta.

    a) Os E.U.A. cortaram o envio de ferro, aço, petróleo e borracha e bloquearam capitais japoneses na América do Norte por causa da invasão da Manchúria pelo Japão.
    b) Passando por cima das disposições dos tratados do pós-guerra, em 1938, Hitler, com o apoio de fascistas austríacos, ordenou a ocupação da Áustria.
    c) Em 1936, um grupo de generais, chefiados por Franco, iniciou uma revolta contra o governo de esquerda, legalmente constituído, na Espanha.
    d) A euforia econômica decorrente da valorização da Bolsa de Nova Iorque em 1929 favoreceu a recuperação econômica e a consolidação das democracias na Europa.
    e) Em 1939, Stálin conseguiu se aproximar da Alemanha através do Pacto Germano-Soviético, negociado por Ribbentrop e Molotov.

    6) Leia o texto:

    "Um relâmpago gerou uma sucessão de calamidades. Primeiro veio o calor que incinerou os seres humanos, restando apenas suas silhuetas gravadas a fogo no asfalto e paredes de pedras.
    Depois da explosão, começou a cair uma chuva estranha, a 'chuva negra', que não apagava o incêndio, mas aumentava o pânico e a confusão que, na atualidade, gerou a resistência humana contra a Bomba Atômica para garantir a sua existência".

          (adaptação - C. Boiley e F. Knebel in HISTÓRIA DO SÉCULO XX)
                   
    Que acontecimento, ocorrido no Oceano Pacífico em 05.09.95, está relacionado com o texto acima?

    a) A detonação de um artefato nuclear americano em Álamo-Gordo.
    b) A realização de um teste nuclear russo na Nova Caledônia.
    c) A comemoração do 50Ž aniversário do fim da Segunda Grande Guerra e da explosão da Bomba Atômica em Hiroshima e Nagasakí.
    d) A explosão de um artefato nuclear igual a 20.000 toneladas de TNT pelos E.U.A. no Arquipélago das Filipinas.
    e) Testes nucleares realizados pela França no Atol de Mururoa.

    7) As guerras mundiais do século XX, enquanto expressões das contradições e da crise do sistema capitalista, definem-se como guerras:

    I - de "redivisão de mercados e de colônias";
    II - internas do sistema imperialista;
    III - ligadas à corrida armamentista e a conflitos de interesses localizados;
    IV - entre os países capitalistas desenvolvidos e as nações subdesenvolvidas do 3Ž Mundo.

    Assinale se estão corretas apenas:

    a) I e II
    b) II e III
    c) I, II e III
    d) I, II e IV
    e) II, III e IV

    8) O filósofo francês Jean-Paul Sartre, falecido em 1980, foi convocado para servir ao exército ao eclodir a Segunda Guerra Mundial. Ele registrou em um diário:

    "(... ) tenho vergonha de confessar, começo a esperar o fim da guerra. Oh, é uma crença imaginária, eu a espero como durante o inverno de 38 esperava o fim da paz, sem acreditar. Mas afinal, estou tão deslocado da guerra como em 38 - 39 estava deslocado da paz."

                                   (J. P. Sartre, DIÁRIO DE UMA GUERRA ESTRANHA)

    Destaque os acontecimentos ocorridos antes da ofensiva alemã, que levaram o filósofo, em 38-39, a sentir-se deslocado da paz.

    a) A assinatura do Pacto Anti-Kominterm e a realização da Conferência de Potsdam.
    b) A formação da Liga das Nações e a invasão da URSS.
    c) A Conferência de Munique e o Pacto de Não-Agressão Nazi-Soviético.
    d) A Conferência de Yalta e a divisão da Alemanha.
    e) O rompimento dos acordos de paz de Brest-Litowsky e a consolidação de duas super potências.

    9) Não pode ser considerado um fator que propiciou a eclosão da Segunda Guerra Mundial:
    a) A ascensão de regimes totalitários na Itália e na Alemanha nos anos 20 e 30.
    b) Os efeitos da crise de 29 na economia europeia.
    c) As cláusulas punitivas do Tratado de Versalhes, imposto à Alemanha ao final da Primeira Guerra Mundial.
    d) A vitória dos republicanos na Guerra Civil Espanhola barrando o avanço do fascismo na Espanha.
    e) A união entre a Áustria e a Alemanha empreendida por Hitler.

    10) Leia os textos a seguir, extraídos da obra "Memórias de Barbárie", de Roney Cytrynowicz:

    "O extermínio dos judeus começou com a invasão da União Soviética pelas tropas nazistas em junho de 1941. Mas foi a construção de seis campos de extermínio na Polônia com câmaras de gás, a partir do final de 1941, que concretizou um plano organizado de genocídio dos judeus europeus. Pela primeira vez na história da humanidade, milhões de seres humanos foram assassinados num processo industrial, numa linha de produção da morte, em que todos os aspectos de como matar seres humanos foram racionalizados e medidos em termos de economia de tempo e energia, de custo e benefício. Os nazistas queriam matar o maior número de pessoas no menor intervalo de tempo, com o menor custo e de forma que se pudesse aproveitar ao máximo os corpos como matéria-prima para a indústria (ossos e cabelos) e para acelerar o próprio processo de extermínio (a gordura dos corpos era aproveitada como combustível na sua incineração)."

    "Entre as empresas alemãs que se instalaram em campos de concentração e de extermínio estão I.G., Farben, BMW, Agfa, Telefunken, Messerschmitt, Henkel e Zeiss-Ikon. "

    Segundo os textos de Cytrynowicz, pode-se inferir que

    a) o nazismo, além de utilizar métodos racionais e industriais de exploração e extermínio, teve forte vinculação com importantes setores da alta burguesia alemã, que, inclusive, se beneficiaram com tais práticas.
    b) o extermínio de judeus e de outros grupos humanos discriminados pelo nazismo ocorreu de forma desordenada e aleatória, sendo responsabilidade direta e exclusiva dos comandantes dos campos de concentração.
    c) os dados historicamente apresentados pela maioria dos especialistas sobre a política de extermínio implementada pelo nazismo são evidentemente exagerados, pois, como frisado no texto, a violência nos campos de concentração ocorreu somente em casos isolados.
    d) o nazismo foi o projeto de uma elite político-militar, relacionado à pequena burguesia alemã, mas desvinculado do grande capital nacional.
    e) os critérios norteadores da política nazista de exploração de judeus, ciganos, eslavos, comunistas e outros grupos humanos foram exclusivamente de ordem racial.








    Gabarito: 1C, 2A, 3E ,4B, 5D, 6E, 7C, 8C, 9D, 10A